As crianças são seres extraordinários, sempre nos despertam para o novo.
Recentemente me deparei com um vídeo em que uma garotinha se espantava com
sua própria sombra. O espanto socrático nunca foi levado tão a sério como por
essas criaturas. Tal fato nos revela como o espanto não se limita aquilo que nos é
externo, ele também se produz com tudo o que é projetado por nosso corpo. Parece
que as coisas que emanam de nosso corpo não são produto de nossa consciência,
daí o espanto. Na verdade não podemos nos surpreender com aquilo que nos
pertence, que temos o controle de criação. Nos espantamos sim (!), com o
desconhecido, com o fabuloso ou o estranho.
A criança se espanta com o novo. O que ela admira não é a última novidade
em modelo de celular, antes é a existência do aparelho de comunicação a distância,
é a invenção do “celular” e não o seu tipo ou marca. O que ela produz brincando
não lhe espanta, mas ela traz para dentro de seu jogo todos os objetos de sua
admiração.
Para surgir o espanto faz-se necessário a distância. Enquanto escrevo esse
texto ele é coisa minha, outras vezes não. Com a distância temporal nos
espantamos com aquilo que produzimos, se torna algo alheio, pertencente ao
mundo, detentor de vida própria. O espanto é o reconhecimento do Ser que não
está em nós, é o vislumbramento da superioridade da vida que não nos pertence, é
o despertar de todas as coisas em sua magnitude. A criança se espanta com a vida
do Ser.
Professor de religião Paulo Victor de Albuquerque Silva
Recentemente me deparei com um vídeo em que uma garotinha se espantava com
sua própria sombra. O espanto socrático nunca foi levado tão a sério como por
essas criaturas. Tal fato nos revela como o espanto não se limita aquilo que nos é
externo, ele também se produz com tudo o que é projetado por nosso corpo. Parece
que as coisas que emanam de nosso corpo não são produto de nossa consciência,
daí o espanto. Na verdade não podemos nos surpreender com aquilo que nos
pertence, que temos o controle de criação. Nos espantamos sim (!), com o
desconhecido, com o fabuloso ou o estranho.
A criança se espanta com o novo. O que ela admira não é a última novidade
em modelo de celular, antes é a existência do aparelho de comunicação a distância,
é a invenção do “celular” e não o seu tipo ou marca. O que ela produz brincando
não lhe espanta, mas ela traz para dentro de seu jogo todos os objetos de sua
admiração.
Para surgir o espanto faz-se necessário a distância. Enquanto escrevo esse
texto ele é coisa minha, outras vezes não. Com a distância temporal nos
espantamos com aquilo que produzimos, se torna algo alheio, pertencente ao
mundo, detentor de vida própria. O espanto é o reconhecimento do Ser que não
está em nós, é o vislumbramento da superioridade da vida que não nos pertence, é
o despertar de todas as coisas em sua magnitude. A criança se espanta com a vida
do Ser.
Professor de religião Paulo Victor de Albuquerque Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário