sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Carta Suicida

Eu sei que a decisão que tomei foi errada, não devia ter feito isso. Eu não queria ter feito isso, mas eu já não tinha escolhas. Já não aguentava mais ficar nesse mundo onde há tanta violência, sofrimento, falsidade. Um mundo em que pessoas impõem padrões, humilham, rejeitam e abusam.
É tudo tão doloroso de se ver, mas parece que ninguém se importa. Porém, não aguentava mais. Eu sofria tanto e ninguém percebia. Quantas vezes eu chorei no meu quarto, enquanto a minha família ria na sala?  Quantas vezes eu me cortei para aliviar a minha dor? Só que ninguém se importava.
Todos diziam que era só para chamar atenção. Malditos, malditos só se importavam com eles mesmos. Viam uma pessoa chorando, de cabeça baixa e diziam que era só uma tristeza passageira. Como se tristeza não fosse algo importante, como se não precisasse de atenção.
Eu fui morrendo aos poucos, durante três anos, sem ninguém perceber, sem ninguém se importar. Será que alguém vai sentir minha falta? Qual será a reação da minha mãe ao me ver morta? Ao sentir o meu corpo gelado?
Eu só quero fazer um pedido a vocês! Quando vocês virem alguém triste, chorando, de cabeça baixa, aproxime-se e dê uma palavra de consolo. Ajude-a porque depressão não é brincadeira. Não negue ajuda a quem precisa, por favor. E quando vocês lembrarem de mim, lembrem-se da verdadeira Yasmin, porque aquela garota feliz era uma total mentira.
P. S. Esse texto é baseado na carta de Thalia Mendes Medeiros.  

Yasmin Ingrid Silva Ferreira, 8º C - manhã

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